
Num giro de três quarteirões torna-se claro o que vem a ser o adventismo. E não são somente os edifícios que formam a Vila Histórica Adventista , em Battle Creek, Michigan, EUA. Caminhando pela Vila os visitantes obtêm uma lição de história viva e abrangente--que dá uma clara impressão da incrível paixão e amor pela mensagem de Deus junto à raiz do que agora constitui a Igreja Adventista do Sétimo Dia com seus 15 milhões de membros.
O mês de maio passado assinalou o 25o. aniversário da organização por detrás da Vila, o Ministério da Herança Adventista (sigla em inglês AHM). O AHM foi criado por membros leigos da Igreja que desejavam preservar a história adventista--"não por motivo de apenas preservar velhos edifícios, mas porque os edifícios se tornariam veículos para contar sobre como a Igreja veio à existência", explica James Nix, que é um membro fundador do AHM e ajuda a salvaguardar a memória de Ellen G. White e seu esposo Tiago, pioneiros-chave do movimento do Advento.
Nix narra como o AHM foi inspirado pelas ações de um homem: Garth H. "Duff" Stoltz. Quando Stoltz, um nativo de Battle Creek, viu que a casa do Diácono João White, pai de Tiago White, em breve seria demolida, viu uma oportunidade de salvar uma peça da história adventista. Ele não tinha mil dólares para adquirir a propriedade, assim chamou Nix que levantou os fundos necessários. Em maio de 1980 surgiu o Ministério da Herança Adventista. Ao longo dos anos o AHM se empenhou por adquirir e reproduzir propriedades-chave da história adventista. Em 2.000 os três quarteirões a oeste do centro de Battle Creek se tornaram um recordativo da poderosa fé que trouxe a Igreja Adventista à existência.
Cada edifício do giro pela Vila Histórica Adventista se centraliza num ponto fundamental da crença adventista. O giro inclui o lar de Tiago e Ellen White, onde a Sra. White redigiu a primeira edição de "O Conflito dos Séculos", seguindo-se a uma visão que ela recebeu em 1858. Também incluídos no giro estão uma exposição sobre William J. Hardy, o primeiro adventista afro-americano, uma sala de aula do século XIX, o Salão de Reuniões que destacou a organização da Igreja, e a Igreja de Parkville. Ao visitar esses edifícios os visitantes aprendem sobre como a Igreja foi primeiro organizada, a forte crença da denominação em educação cristã, sua crença em profecia e no sábado, entre outras coisas.
Nos seis anos em que a Vila esteve aberta a visitantes, Alice Voorheis, presidente anterior do AHM, declara que 10.000 pessoas em média visitam a vila anualmente, um terço dos quais não são adventistas.
"Não é só para adventistas", confirma Voorheis. "São três quarteirões de experiência evangelística. Cada edifício conta uma verdade bíblica diferente, ou a história de uma crença adventista diversa".
"É emocionante ver o brilho nos olhos das pessoas quando vêem que temos raízes e podemos remontar à formação da Igreja por Deus", declara Voorheis, uma professora aposentada.
O atual presidente do AHM, Tom Neslund, diz que visitar a Vila é uma experiência especialmente significativa para os que vêm do exterior. Ele comentou de pessoas que choram quando visitando o lar dos White. "Eu lhes pergunto, 'por que está chorando?' E dizem, 'É por causa desse livro que ela escreveu [a Sra. White] que estou na Igreja hoje'. A gratidão que essas pessoas têm quando visitam o lugar exato e não apenas lêem a respeito num livro é impressionante".
A despeito dos muitos grupos que vêm à cidade, Neslund lamenta que sendo que o projeto é sobretudo baseado em doações, torna-se difícil às vezes "fazer as finanças se ajustarem". Em 2004 a liderança denominacional na América do Norte manteve suas reuniões de fim de ano em Battle Creek. Após visitar a Vila várias uniões e associações assumiram um compromisso de manter financeiramente o histórico local. O AHM planeja acrescentar um centro para visitantes até setembro, se reunirem fundos suficientes para edificá-lo.
"[A Vila] é um lugar que você precisa experimentar", disse Neslund. "Não é um parque de entretenimento, mas uma forma de experimentar as vidas de pioneiros adventistas como nenhuma outra. Eles eram movidos por uma paixão que é difícil de encontrar hoje na Igreja. Pensa-se no punhado de pessoas que se sentiam sob o peso de compartilhar esta mensagem com o mundo. Não contavam com grandes orçamentos. Eles . . . apenas sabiam que o Senhor abriria a porta e eles avançariam".
Alguns podem indagar-se por que a Igreja gastaria tanto tempo dando enfoque a sua história. Mas a importância de um lugar como este é claro para Neslund: "As pessoas que perdem suas raízes ficam meio no ar e realmente não sabem aonde estão indo. Penso que todos nós dentro da Igreja precisamos entender de onde viemos".
Gerald Karst, um dos vice-presidentes da Igreja a nível mundial, explica: "Segundo a Igreja mude e cresça, torna-se difícil para os membros entenderem que procedemos de um movimento profético. Um lugar como a Vila Histórica Adventista lhe dá um senso real de nossa história como Igreja".
Neslund concorda com Karst, explicando que a maioria dos membros da Igreja vê a Igreja Adventista como apenas uma Igreja a mais na comunidade. "Este é um problema quando começamos a olhar a nós mesmos dessa forma, sem um papel profético", diz Neslund. "Tendemos a ir em busca daquilo que vemos, em vez de considerar de onde viemos".
Voorheis, por seu turno, diz: "Creio que a Vila é um ministério que pode contribuir com o crescimento da Igreja. Voluntários que fazem o giro estão compartilhando sua fé e dizendo às pessoas sobre nossa Igreja".
A Vila está aberta diariamente de abrir a outubro, de domingo a sexta-feira, e em horários especiais aos sábados. Para maiores informações visite http://www.adventistheritage.org/index.php.
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February 6, 2007 Silver Spring, Maryland, United States .... [Taashi Rowe/ANN]
Fonte: Rede Adventista de Notícias
http://news.adventist.org |
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