Igreja a nível mundial: A condição de entidade não-lucrativa não é desculpa para deslizes nos padrões contábeis, declaram auditores da Igreja

 

"Quando eu coloco uma nota de 20 dólares numa salva de ofertas, como saberei que chegará à sede da Igreja ou a um campo missionário?" indaga Jack Krogstad, um leigo adventista do sétimo dia que dirige o Serviço de Auditoria da Associação Geral (sigla em inglês GCAS) na sede administrativa mundial da denominação e leciona contabilidade e auditoria na Universidade Creighton, de Omaha, Nebraska, EUA.

Krogstad sabe que se os membros perderem confiança em como sua Igreja lida com as contribuições, os níveis de oferta cairão muito, prejudicando a obra missionária adventista e outros departamentos e ministérios da Igreja que visam ao testemunho público.

"Um problema maior de controle de fundos da Igreja", ele calcula, "poderia reduzir as contribuições a talvez 20 por cento. O dinheiro precisa ser apropriadamente administrado e os membros da Igreja devem ter a garantia de que as contribuições alcancem o seu propósito intencionado. O processo [de auditoria] pode parecer um tanto mecânico, mas o seu impacto sobre a Igreja e seus membros atinge todos os níveis".

Estabelecer--e manter--confiança nem sempre é uma tarefa fácil. É por isso que por décadas a Igreja Adventista tem aderido a um rigoroso padrão de auditoria, ainda que não sendo uma entidade que visa ao lucro. Mas a natureza global do adventismo torna um de sistema de controle financeiro um considerável desafio.

"Quando se consideram os 20 a 25 bilhões de dólares em ativos que a Igreja globalmente tem para prestar contas e a complexidade de sua missão por todo o mundo, o nível de supervisão e responsabilidade fiscal existentes é impressionante. É um verdadeiro testamento do sistema financeiro visionário e progressista da Igreja", declara Krogstad.

O GCAS é um dos elementos vitais do sistema. Por sete anos, tem supervisionado o trabalho global do Serviço de Auditoria da Igreja em sua sede em Silver Spring, Maryland, EUA. Dirigido desde 1995 por Eric A. Korff, o Serviço de Auditoria é constituído por 220 auditores por todo o mundo que realizam auditoria de registros financeiros de cerca de 2.500 entidades denominacionais, tais como escritórios regionais e locais da Igreja [chamados associações e uniões], missões e instituições educacionais e de assistência à saúde.

Sob a política da Igreja, os auditores devem seguir os padrões de auditoria geralmente aceitáveis como esboçado pelo Instituto Americano de Contabilistas Públicos Certificados. Essas diretrizes têm o propósito de manter elevados critérios de relatório financeiro.

O Serviço de Auditoria também realiza preparação para a detalhadíssima auditoria anual externa da sede denominacional mundial. Atualmente, opera com Jim Nyquist, uma parceria da firma Maner Costerisan & Ellis, com sede em Lansing, Michigan, EUA. Nyquist confere e reconfere os relatórios e registros financeiros da sede denominacional para garantir exatidão.

"A idéia" [da comissão independente, com leigos e obreiros--numa proporção de 13 para 5] explica Krogstad, "é que a comissão isola o Serviço de Auditoria de qualquer intromissão ou influência indevida de oficiais denominacionais independentes", que poderiam manter o que ele chama "poder de contratar e despedir".

"Organizações de auto-sustento, como a Igreja Adventista, não são obrigadas a submeter-se a auditorias externas mandatórias", declara Korff. Contudo, "[a Igreja] deseja auditorias em todo nível de modo que os membros da Igreja tenham segurança de que os recursos que confiam à Igreja sejam utilizados para os propósitos que lhes são designados".

Em outras palavras, as auditorias não são primariamente para apanhar coletores de ofertas desonestos. Antes, declara Krogstad, "se se tiver o sistema correto no lugar, os tesoureiros das congregações e outros que lidam com contribuições jamais poderão ser acusados de malversação de fundos. É nossa responsabilidade proteger a reputação de pessoas honestas".

Quando a comissão da GCAS foi criada, alguns questionaram a sabedoria de incluir tantos leigos. "É uma responsabilidade bem elevada sobre a comissão", ele aduz, "assim eu posso compreender por que inicialmente houve alguma hesitação quanto [a isso]. Tem havido alguma fricção em definir o nosso papel, mas creio que se perguntar a dirigentes máximos da denominação eles diriam que descobriram ser seguro atribuir a leigos esse nível de responsabilidade", completa Krogstad.

Lowell Cooper, um dos vice-presidentes denominacionais a nível mundial e vice-diretor da comissão do GCAS, concorda: "As habilidades profissionais e compromisso para com a Igreja, demonstrados pelos membros leigos da Comissão do GCAS, é da mais elevada ordem. Essa atividade especializada, sem remuneração, de membros da Igreja é tida em alta consideração, tanto pelos dirigentes quanto pelos membros por todo o mundo".

A responsabilidade de prestação de contas está enraizada na Igreja local, acredita Krogstad. Ele explica que novas leis nos EUA, que começarão a ser aplicadas em 2007, requererão que as Igrejas emitam recibos para cada contribuição em dinheiro que recebem dos membros se estes desejarem reivindicar dedução do imposto de renda. Os auditores a nível de Igreja local podem então comparar cópias desses recibos com fichas de depósitos bancários para dar conta de cada dólar colocado na salva de ofertas.

"Numa igreja grande", ele explica, "ofertas avulsas poderiam atingir um total de centenas de dólares em dinheiro vivo cada semana. [O sistema de recibos] é uma oportunidade de ouro para a Igreja fortalecer o controle do caminho do dinheiro, desde as mãos do ofertante até onde o dinheiro é empregado".

"Não desejamos ter um 'buraco negro' a nível de congregação local", diz mais Korff. "Todas as ofertas devem ser contadas por pelo menos duas pessoas. Quantas pequenas congregações fazem isso? Não creio que alguém saiba dizer."

Tanto Korff quanto Krogstad concordam em que a Igreja deve continuar trabalhando rumo à total transparência financeira. "Temos empreendido um real esforço para conseguir pessoas de mente aberta com um genuíno compromisso e preocupação com a missão do GCAS, pessoas que mantenham um elevado nível de profissionalismo na comissão da GCAS", diz Krogstad. "E onde localizamos lugares em que o sistema possa ser fortalecido, poremos em prática os procedimentos para proteger melhor a Igreja e a sua obra".

versão para imprimir


February 13, 2007 Silver Spring, Maryland, United States .... [Elizabeth Lechleitner/ANN]

Fonte: Rede Adventista de Notícias
http://news.adventist.org


O Serviço de Auditoria da Igreja Adventista do Sétimo Dia busca assegurar que as ofertas e outras contribuições sejam controladas honestamente e alcancem seus propósitos designados. [Foto: iStockphoto]

  Untitled Document


13 de fevereiro |
Resenha noticiosa

06 de fevereiro | Indonésia
ADRA responde a enchentes que deixa milhares desabrigados em Jacarta



 

©2006 › Missão Paulista do Vale do Paraíba
12242-800 | Av. Barão do Rio Branco, 980 | (12) 4009.9100