Ruanda: Continuem sendo um 'agente de mudança', insta o presidente nacional da ADRA à liderança do concílio

 

Um novo estudo divulgado em 8 de fevereiro confirma o que muitas organizações de assistência à saúde patrocinadas por igrejas há muito sabiam: no que tange a HIV e AIDS, as organizações religiosas (sigla em inglês FBO) são participantes destacados em propiciar assistência essencial de longo termo. As descobertas do relatório foram discutidas na Catedral Nacional de Washington, D.C. durante uma reunião que atraiu mais de 100 representantes de organizações eclesiásticas, do Congresso dos EUA, grupos de políticas públicas, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e outras organizações não-governamentais (ONG's).

É significativo o fato de que a OMS, uma divisão das Nações Unidas que comissionou o estudo, agora reconheça as contribuições das FBO's, declara o Dr. Allan Handysides, diretor de ministérios de saúde da sede administrativa adventista mundial. Handysides ressaltou as constatações do relatório que ressalta que no passado muitas organizações públicas desconsideraram os serviços de saúde essenciais que os grupos religiosos têm propiciado.

Cerca de 40 por cento da assistência à AIDS tem sido administrados por organizações religiosas no Lesotho, e cerca de 30 por cento em Zâmbia, segundo o relatório, que tem por título "Apreciando Recursos: Mapeamento, Entendimento, Tradução e Envolvimento de Recursos Religiosos de Saúde no Zâmbia e Lesotho", pesquisado pelo Programa Africano de Recursos Religiosos de Saúde.

Com estes resultados em mente, o Rev. Canon Ted Karpf, oficial de parcerias no Departamento de HIV da OMS, e outros, falaram de quão importante era para o governo e outros grupos formuladores de políticas incluir os FBO's em quaisquer planos de combate à doença. "O que os FBO's estão realizando por muito tempo tem sido ignorado e desconsiderado a nível governamental", ele disse.

O Dr. Kevin DeCock, diretor do Departamento de HIV da OMS, concordou: "As igrejas tendem a ter raízes na comunidade e não têm intenção de deixá-las", ele explicou. "Não temem lugares difíceis . . . [Assim] qualquer resposta à AIDS ou outra crise de saúde de maior monta tem que envolver a sociedade civil, e os grupos religiosos são uma grande parcela disso".

O relatório também declarou que havia mais de 750.000 organizações cristãs no continente africano, o que supera o número de hospitais e escolas combinados. E esse número não inclui organizações lideradas por grupos religiosos não-cristãos. Vários apresentadores explicaram que nessa área do mundo mais duramente atingido pelo HIV-AIDS, os governos não podem continuar a ignorar a contribuição dos grupos religiosos.

Muitos na reunião concordaram que os resultados do estudo são de grande relevância e esperam que este seja um primeiro passo para levar governos por todo o mundo a reconhecerem e financiarem o trabalho de grupos religiosos envolvidos em assistência de HIV-AIDS.

"O que podemos fazer com a carência de médicos e recursos?", perguntou o Embaixador Jim Kolker, coordenador do Escritório Global de AIDS, no Departamento de Estado dos EUA. Uma forma de aproveitar a presença dos FBO's em toda parte seria "encontrar os que já estão propiciando assistência a saúde e adicionar o elemento de assistência ao HIV", ele sugeriu. "Os governos sozinhos não podem possivelmente alcançar todas as pessoas em necessidade. Você não precisa ser uma enfermeira para aplicar um teste de AIDS. Precisamos trabalhar com a comunidade para capacitar aqueles que não atuam no governo".

Durante o dia as contribuições médicas e espirituais das várias organizações religiosas foram destacadas como exemplo de grupos que poderiam fazer mais se contassem com maiores verbas e reconhecimento da parte dos governos. A Igreja Adventista do Sétimo Dia na África foi mencionada várias vezes, particularmente por adotar um modelo desenvolvido pela Ministério Internacional Adventista de Assistência a Aidéticos (sigla em inglês, AAIM), sediado em Joanesburgo, República Sul-Africana. Esse modelo considera cada congregação adventista como um "centro de apoio para a comunidade mediante grupos de apoio aos afetados por HIV/AIDS". Apoiando esse nível de envolvimento comunitário, a AAIM concede não só educação e cuidados médicos como também incalculável incentivo espiritual.

O Dr. Peter Landless, diretor-associado dos ministérios de saúde para a Igreja Adventista a nível mundial, declarou que era tempo para colaboração entre não só a Igreja e o setor público, mas também entre vários grupos religiosos.

O Bispo John Chane, da Diocese de Washington, encerrou a reunião declarando: "Temos que pôr de lado [nossas diferenças] para fazer frente a este tremendo golpe sobre a criação humana. Isso não vai desaparecer. Podemos muito realizar se encontrarmos grandes parcerias, causar um grande barulho e desenvolver um grande programa que cure e salve. Ao fazemos isso podemos promover uma nova geração livre de AIDS".

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February 15, 2007 Kigali, Rwanda .... [ADRA/ANN Staff]

Fonte: Rede Adventista de Notícias
http://news.adventist.org


Paul Kagame, presidente da República de Ruanda, saúda o presidente da ADRA Internacional, Charles Sandefur, na sessão inaugural do Concílio de Liderança da ADRA (sigla em inglês ALC), em Kigali, Ruanda. [Fotos: ADRA International/Tereza Byrne/ANN]


Lowell Cooper, que dirige a Junta Internacional da ADRA e é um dos vice-presidentes da Igreja a nível mundial, deposita uma coroa de flores no Memorial do Genocídio em Kigali, Ruanda, onde a ADRA é reconhecida por salvar a vida de cerca de 400 pessoas durante o genocídio ocorrido no país em 1994.

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