
Empregando uma sentença muito repetida, o ex-embaixador dos EUA, Robert Seiple, instou, em 28 de fevereiro, os participantes do Congresso Mundial da Associação Internacional de Liberdade Religiosa (sigla em inglês IRLA) a promoverem a "separação entre a Igreja e o ódio".
Seiple passou em revista alguns dos mais notórios casos de intolerância inspirada em religião de 2006 provocando o menear de cabeças de reconhecimento entre os 600 participantes do congresso.
Este ano ensinou ao mundo, advertiu Seiple, que "há pessoas que irão morrer por sua fé, mas desafortunadamente há um número igual dos que matarão por sua religião. Negligenciamos esta questão e a sua abrangência geopolítica para nosso considerável perigo".
Seiple, que atualmente serve como presidente do Conselho para a Liberdade da América, destacou a necessidade de promover também maior conhecimento uns dos outros.
O Primier de Western Cape, Ibrahim Rasool, igualmente dirigiu-se aos participantes falando vigorosamente sobre suas convicções sobre liberdade religiosa.
A fim de combater o ódio, "as conversações que requeremos não são simplesmente entre muçulmanos, judeus, cristãos, etc. As conversações de que carecemos são conversações de mentalidades através de todas as religiões", declarou Rasool. Abordando a questão da violência e terrorismo inspirados em religião, ele falou da "natureza perturbada do mundo que se justifica à base de religião".
Essa incerteza causada pelo mundo moderno traz dogmatismo ainda maior e deveria ser claramente entendido, instou Rasool. "Este é o berço do extremismo. Rotula por não poder debater e argumentar. Luta porque se esqueceu de como amar. Isola e condena porque não sabe como unir e encontrar terreno comum. E aprimorou a arte de morrer por uma causa porque não pode viver por ela".
O Congresso de cinco dias encerrou-se com uma Declaração de Resolução e uma Declaração de Preocupação. A resolução afirmava que "o ódio religioso é para ser combatido por todas as comunhões de fé" e apelou a todas as "comunidades de fé e seus líderes a tanto ensinarem quanto praticarem uma religião de liberdade dentro de suas próprias comunidades e em sua interação com outros, instando pela formação de mais organizações afiliadas à IRLA tanto nacionais quanto regionais . . . para proteger, promover e defender o princípio e prática de liberdade religiosa para todas as pessoas, por toda parte".
Com uma Declaração de Preocupação, os participantes do congresso da IRLA "expressaram sua simpatia, compaixão e solidariedade pelas vítimas de discriminação religiosa, intolerância e perseguição".
A declaração também assinalava "uma profunda preocupação que a despeito de algum progresso feito por todo o mundo na implementação da liberdade religiosa ou de crença, continua a haver violações flagrantes de seu direito fundamental. Na declaração indicaram países sem qualquer liberdade religiosa, como a Arábia Saudita, a Coréia do Norte, a Líbia e as Ilhas Maldivas.
A IRLA foi fundada em 1893 por dirigentes da IASD e desenvolveu-se numa organização não-sectária dedicada a salvaguardar os direitos civil e religiosos por todo o mundo. Para maiores informações visite www.irla.org.
versão para imprimir 

March 1, 2007 Cape Town, South Africa .... [Kristina Malarek/IRLA News/ANN Staff]
Fonte: Rede Adventista de Notícias
http://news.adventist.org |
|