Igreja a nível mundial: Os adventistas dão apoio a movimento para eliminar violência contra mulheres e meninas

 

Cinco adventistas do sétimo dia uniram-se a cerca de 5.000 mulheres na sede das Nações Unidas em Nova York esta semana para a organização da 51a. Sessão da Comissão Para a Condição da Mulher (sigla em inglês, CSW). A sessão, que teve início de 26 de fevereiro e conclui em 9 de março, dá voz à luta de milhões de mulheres e meninas por todo o mundo para as quais o abuso e a violação de direitos humanos básicos faz parte de seu dia-a-dia.

Relatórios de Estados Membros da ONU indicam que cerca de 55 milhões de meninas não freqüentam escola formal e mais de 80 milhões serão dadas em casamento com idade de 13 anos. Uma preocupante legião de 2 a 3 milhões vivem em servidão sexual e nunca terão acesso a direitos humanos básicos, enquanto 218 mil são sujeitas ao trabalho infantil.

"Políticas e esforços de cooperação estiveram entre as questões da agenda de discussões, mas permanece uma necessidade de prestação de contas em todo nível de governo, lar, sociedade e instituições", declarou Viola Poey Hughes, que dirigiu a delegação de mulheres adventistas na sessão.

Pela primeira vez freqüentando a CSW, a Dra. Linda Koh, diretora dos Ministérios de Crianças da sede mundial da IASD, declarou que a Igreja deve oferecer mais do que palavras condenatórias na luta contra a violência. "Como Igreja precisamos ser mais organizados especificamente para ministrar às vítimas desse problema em todos os níveis. Em muitas partes do mundo garotas defrontam práticas sociais e tradicionais prejudiciais, tais como noivados com pouca idade, mutilação genital e negação de educação.

"Até parece que nossa ênfase como Igreja é às vezes somente sobre o bem-estar espiritual e compartilhar as boas novas de salvação, mas também precisamos realizar mais para fazer face aos problemas físicos [que as pessoas defrontam] e que podem prejudicar sua aceitação do evangelho", prosseguiu Koh. "Faz-se necessário um movimento ousado para tratar sobre as questões sociais", completou.

Em sua declaração à CSW a Igreja Adventista ressaltou a importância de desenvolver programas práticos e concretos, tais como os projetos de alfabetização, "Toque um Coração", "Diga ao Mundo" (uma ênfase sobre o ministério mediante envolvimento de mulheres), e um treinamento de liderança de multi-nível--tudo desenvolvido pelo departamento de Ministério da Mulher da Igreja a nível mundial.

"Temos uma forte convicção sobre a liberdade e responsabilidade, e os direitos humanos de toda pessoa", declarou o Dr. Jonathan Gallagher, pessoa de ligação da IASD junto à ONU, que não só elaborou a declaração deste ano, como também insistiu pela participação das mulheres adventistas no fórum da CSW. "Nossa teologia demanda apoio às tentativas de ajudar os oprimidos e violentados, levar conforto e cura aos filhos de Deus".

A Secretária Geral que representa a ONU, Asha-Rose Migiro, incentivou a CSW deste ano a tomar medidas ousadas para melhorar a vida de meninas por todo o mundo. "A violência contra a mulher e as meninas permanece bem difundida--perpetrada por membros da família, estranhos e agentes do Estado em todas as regiões do mundo, nas esferas pública e privada, em tempo de paz e durante conflitos".

Migiro também declarou que a atual Convenção Sobre Direitos Humanos da Criança e a Convenção Sobre Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW) são inadequadas porque nenhuma delas tem coerentemente força de lei e os Estados com maior freqüência do que não falham em implementar voluntariamente as provisões dos tratados. Migiro apelou à condenação e punição dos perpetradores, aumento de recursos e uma campanha coordenada para reformar as atitudes estereotipadas para com mulheres e meninas mantidas por homens e garotos.

Koh concorda que mais precisa ser feito para assegurar que os governos apliquem os mandatos da ONU. "Reuniões como estas exercem bastante pressão sobre os governos, mas não há muita cobrança como deveria. Por tal razão, organizações não-governamentais [NGO's] devem assumir mais responsabilidade em fazer o que os governos estão deixando de cumprir".

Koh acredita que a Igreja Adventista pode fazer uma dramática diferença por aumentar o seu envolvimento em questões sociais. "A Igreja realiza de fato muito para criar conscientização, mas acho que não estamos envolvidos num nível igual ao de outras ONG's".

"Nossos ministérios da mulher, departamentos de crianças e jovens", prossegue Koh, "precisam dar destaque ao impacto comunitário. Precisamos aliviar esses problemas, estabelecer abrigos e combater o tráfico humano. Muitos indivíduos estão fazendo isso a nível popular e a Igreja precisa apoiar plenamente esses leigos em seus esforços".

A CSW este ano atraiu mulheres de cerca de 100 estados membros, tais como Marrocos, China, Indonésia, Romênia, Itália, Gana, Quênia e Austrália. Representando a Igreja Adventista, juntamente com Hughes e Koh, estiveram Nancy Kyte, diretora de marketing para o deparamento de Missão Adventista da denominação, e Debbie Rapp e Yvonne Knight, de escritórios regionais da Igreja nos EUA.

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March 9, 2007 New York, New York, United States .... [ANN Staff]

Fonte: Rede Adventista de Notícias
http://news.adventist.org


Cerca de 5.000 mulheres de todo o mundo reuniram-se na sede das Nações Unidas, em Nova Yor, em 26 de fevereiro, para manifestar-se contra a violência contra as mulheres e meninas. [Foto: Viola Hughes/ANN]

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