
A
carreira de Seline Augustine é o que menos pareceria típica para uma
mulher cristã na Índia--especialmente ao ela aventurar-se em jornalismo há
25 anos, quando as mulheres indianas tinham poucas opções de carreira além
das de enfermeira, telefonista e professora de escola primária.
Falando a um grupo de estudantes de comunicação da Universidade
Andrews, instituição educacional da IASD, Augustine compartilhou sua
experiência como jornalista cristã pioneira num país predominantemente
hindu. Os cristãos constituem apenas 2,4 por cento da população indiana, e
Augustine declara que seus colegas muitas vezes a desafiam a fazer
cobertura de notícias cristãs, especialmente por ocasião dos feriados de
Natal e Páscoa.
Contudo, Augustine declara que ela se firma nos
princípios jornalístico de objetividade e equilíbrio, o que significa dar
cobertura a todos os aspectos da sociedade indiana, inclusive eventos e
temas cristãos. "Quando a gente faz parte de um jornal, sendo uma pessoa
cristã, sente muito fortemente [sua identidade cristã] e pode [causar um
impacto]", mesmo se somente "em pequenas coisas", declarou a jornalista
aos estudantes.
"Não quero dar a impressão de que estou fazendo
grandes coisas", ela aduz de pronto, creditando todas as suas realizações
a Deus. "Eu nunca imaginei que chegaria tão longe. . . . Foi o Senhor que
me trouxe até esse ponto".
Antes que Augustine entrasse no campo
noticioso, ela completou um grau universitário em literatura inglesa e
aplicada para integrar o corpo docente, mas foi rejeitada porque se
imaginava que educação superior era carreira masculina. Assim também se
considerava o jornalismo. Mas Augustine conseguiu um trabalho como
repórter do jornal "The Indian Express", periódico regional com uma
circulação de 300.000. "Foi uma designação divina", ela declara, e o ponto
inicial de sua carreira.
Uma década depois, "Deus me pôs no 'The
Hindu', contou Augustine, onde ela tem permanecido por 17 anos como
editora-associada, preparando as seções "Sunday Magazine", "Revista da
Sexta-Feira" e "Mundo Infantil", de circulação nacional, lidas por milhões
de indianos.
Augustine declara que se sente incentivada por
recentes sinais de progresso na Índia. Ela declara que mais mulheres estão
trabalhando como jornalistas--bem como executivas-chefe, policiais e em
outros campos dominados pelo sexo masculino--graças a um recente programa
governamental de oportunidades iguais e o poder capacitador da
globalização.
Conquanto ela não tenha se tornado uma professora,
como originalmente planejara, "Deus tinha outros planos. [Ele] me deu o
melhor de dois mundos", contou Augustine aos estudantes.
Enquanto
se achava na Andrews, Augustine apresentou conferências sobre diversos
tópicos, inclusive papéis desempenhados por homens e mulheres na Índia,
democracia e comunicação intercultural, e o papel de um jornalista cristão
numa sociedade secular. Augustine visitou a universidade como parte de uma
série anual de palestras da Andrews. O Dr. Melchizedek Ponniah, professor
de comunicação da Andrews, que tinha sido pastor da Igreja Adventista na
cidade natal de Augustine, foi o seu anfitrião durante sua visita.
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March 16, 2007 Berrien Springs, Michigan, United States ....
[Jasmine J. Fraser/ANN Staff]
Fonte: Rede Adventista de Notícias
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