
Na
sua maioria os membros da Igreja não se revelam grandemente preocupados
com a organização e estrutura da Igreja. Eles preferem aprender como viver
a vida cristã. Mas Bertil Wiklander, presidente da Igreja Adventista do
Sétimo Dia na região Trans-Européia, e outros líderes denominacionais,
dizem que "É dever de cada membro conhecer a que tipo de organização se
uniu, saber como opera e assumir responsabilidade sobre como funciona".
"Minha experiência é de que um membro regular da Igreja de
qualquer sexo ou idade não se preocupa quanto à organização da Igreja",
concorda Richard Omondi, membro da Igreja Adventista e professor adjunto
da Universidade da África Oriental, em Baraton, Quênia. "Primeiro, não a
compreendem [e em segundo lugar], não se preocupam na medida em que alguém
ali esteja para pregar-lhes o sermão cada sábado", ele diz.
Mas a
Igreja Adventista envolve muito mais do que um sermão e uma simples
comunidade de adoradores, sugere Roscoe Howard, secretário da Igreja
Adventista na América do Norte. "Quando as pessoas não sabem [como a
Igreja opera], ficam presumindo, e quando presumem, em geral estão
errados. Precisamos saber que funções certos departamentos cumprem e se
estão cumprindo a missão da Igreja".
Ele e outros dirigentes
denominacionais dizem que a forma democrática em que essa Igreja global de
15 milhões de membros é administrada é o que torna a Igreja local a pedra
fundamental da organização.
Quando descrevendo os níveis da
organização da Igreja, ajuda imaginar uma série de círculos concêntricos.
O círculo mais interior representa Jesus Cristo. O próximo círculo
representa o membro individual da Igreja, que, juntamente com outros,
formam uma congregação local. Várias igrejas locais se reúnem para formar
uma Associação. Um grupo de associações pertence então a uma União, que
cobre áreas tão vastas quanto países ou várias províncias. A seguir vêm as
Divisões, que são 13 na denominação adventista, e são braços
administrativos da Associação Geral da Igreja.
As Divisões cobrem
porções de continentes ou completos continentes e representam a Igreja
mundial em regiões particulares. A Associação Geral assegura que a Igreja
a nível global compartilhe as mesmas visões e crenças. Também reúne os
membros da Igreja mundial a cada cinco anos para eleger oficiais e tomar
decisões sob a direção de Jesus Cristo.
Cada nível é responsável
por dirigir diferentes áreas de administração. Por exemplo, as Associações
proporcionam às congregações liderança profissional, ministérios de apoio
e testemunho, educação e treinamento cristão. As uniões supervisionam
projetos que afetam pessoas sobre vastos territórios, tais como colégios,
hospitais e evangelismo de larga escala. As Divisões propiciam diretrizes
e praxes sobre como cada entidade local deve funcionar.
A parte
fundamental na organização da Igreja Adventista é o seu modelo de
membresia. Isso significa que mediante representantes da Igreja local os
membros comuns têm voz ativa nas decisões e praxes implementadas, desde a
igreja local até o nível mais elevado--a Associação Geral.
"A
congregação é o local onde o ministério precisa ser mais grandemente
capacitado", declara Debra Brill, uma vice-presidente da Igreja Adventista
na América do Norte. "Os membros são a voz da igreja. Os membros da
congregação escolhem e elegem os membros para representá-los a nível de
Associação. A partir do nível de Associação, representantes são escolhidos
para a União, e assim por diante, até a Divisão. A cada nível os membros
da Igreja são representados, o que constitui a força da estrutura da
Igreja Adventista".
A União é a mais elevada forma de
representação na organização, pois nem as divisões mundiais nem a
Associação Geral tem uma representação própria em membros. Mesmo assim, as
Divisões e a Associação Geral têm uma parte a desempenhar na unidade da
Igreja, tanto regionalmente quanto globalmente.
"Você pode
imaginar o tipo de confusão que haveria se cada escola adventista operasse
sob diferentes praxes?" indaga Brill. "Embora a Divisão não tenha
autoridade sobre as Uniões ou as Associações locais, operamos juntos em
cooperação para formar o consenso e criar melhores práticas e praxes para
nossa Igreja e seus líderes".
Os dirigentes da Igreja dizem que
outra força da estrutura da Igreja Adventista é o sistema de finanças
reunidas. "Há igrejas que nunca teriam pastores a menos que igrejas
maiores compartilhem com igrejas menores. Se fôssemos egoístas numa forma
congregacional algumas igrejas maiores prosperariam, mas igrejas menores
desapareceriam. Creio que o Senhor é que determinou esta estrutura",
declara Howard.
Wiklander aduz: "Nossa organização é singular e
apropriada, no que torna cada membro na Igreja parte da missão global que
Deus está levando a cabo por toda nossa Igreja".
Entender a
organização da Igreja se torna, então, importante, prossegue Wiklander,
porque "se o membro entende o chamado global de Cristo à missão--ir ao
mundo com o evangelho--então precisa ver que uma organização mundial para
facilitar a missão é necessária".
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May 8, 2007 Silver Spring, Maryland, United States .... [Taashi
Rowe/ANN]
Fonte: Rede Adventista de Notícias
http://news.adventist.org
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